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BOTABAIXO
O ridículo da Sociedade, o (mais que ridículo) dos nossos políticos... e muito mais!!!

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29/04/2008 GMT 1

Portugal: A actual vítima agonizante do 25 de Abril de 1974.

botabaixo @ 19:53

aosalazardiscursosvi.jpgEstado Novo (1926-74).

 

Graças à acção de Salazar, o País entrou em franca recuperação, em todos os sectores. Assim:

1) pronta reabilitação do escudo, que veio a ser das moedas mais valorizadas do mundo, a par do dólar americano e do franco suíço; orçamentos não equilibrados; não mais vencimentos em atraso; substituição e sucessivo aumento de reservas de ouro, que no fim do regime eram perto de 900 toneladas; insignificante dívida pública, externa e interna, sempre limitadas a níveis tidos por convenientes;

2) obras públicas: grande rede de edifícios escolares, a todos os níveis de ensino; aeroportos e remodelação de portos; novos hospitais, e tribunais, e quartéis para o Exército, Marinha e Aviação; remodelação das estradas e construção de pontes; reparação de edifícios e monumentos nacionais, etc. etc., e a Ponte Salazar;

3) grandes barragens, quer de energia eléctrica, quer de irrigação agrícola e abastecimento público; florestação de várias serras, sem árvores; planos de fomento; arranque do desenvolvimento quer industrial, quer do turismo (de início, com as Pousadas; depois, com médios e grandes hóteis), etc. etc.;

4) no campo social: deixou de haver quer grupos de pobres a pedir pelas portas, quer filas de mendigos, em dias de romaria; e início de salários mínimos, horário de trabalho, abono de família e assistência médica e medicamentosa; construção de esplêndidos bairros sociais, com casas adquiridas por encargo mensal compatível com os salários de então; e criação das Casas do Povo e Casas dos Pescadores; e férias na FNAT, a preço acessível aos trabalhadores; e cursos de Formação Profissional Acelerada, etc. etc.;

5) fomento do ensino a todos os níveis - e criação do ensino técnico-profissional, nas escolas comerciais e industriais e agrícolas; grande campanha contra o analfabetismo, em grande parte vindo do regime anterior;

6) celebração da Concordata com a Santa Sé, a pôr termo a injustiças sofridas pela Igreja Católica - e assegurando-Ihe liberdade de culto;

7) a grandiosa Exposição do Mundo Português, em frente ao Mosteiro dos Jerónimos;

8) construção de grandes paquetes: Santa Maria, Vera Cruz e Infante D. Henrique;

9) e, principalmente, o espectacular sucesso no campo da cultura: Artes, Letras e Ciências.
Com efeito: o sentido quer de dignidade, quer de grandeza que o Estado Novo imprimiu à vida nacional, em breves anos fez com que surgisse uma vasta plêiade de grandes valores, tanto na Situação, como na Oposição, com nomes que o povo ainda bem recorda e que agora não têm par. Apenas uma breve resenha: Medicina: Egas Moniz (prémio Nobel, em 1943) e Francisco Gentil (fundador do Instituto Português de Oncologia); Matemática: Bento Caraça, Vicente Gonçalves, Esparteiro, Mira Fernandes; Engenharia: Duarte Pacheco, Edgar Cardoso, etc.; Escultura: Francisco Franco, Leopoldo de Almeida, Barata Feyo, etc.; Arquitectura: Raul Lino, Cotinelli Telmo, Januário Godinho, etc.; Pintura: Vieira da Silva, Almada Negreiros, João Reis, Henrique Medina, Cargaleiro, Carlos Botelho, etc.; Direito: em Coimbra, Alberto dos Reis e Antunes Varela; em Lisboa, Marcello Caetano, Cavaleiro Ferreira, etc.; Advocacia: Bostorf Silva, J. G. Sa' Carneiro, Azeredo Perdigão, etc.; Teatro e cinema: actrizes: Rey Collaço, Maria Mattos, Palmira Bastos e Laura Alves; actores: Vasco Santana, António Silva, Vilarett, Ribeirinho, etc.; Escritores: Júlio Dantas, Aquilino Ribeiro, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, Fernando Namora, etc. etc.; Poetas: José' Régio, Correia de Oliveira, Moreira das Neves, etc.; jornalistas: António Ferro, Norberto Lopes, Ferreira da Costa; Historiadores: Alfredo Pimenta, Damião Peres, Jaime Cortesão, António José Saraiva, Franco Nogueira; Realizadores de cinema: Lopes Ribeiro, Leitão de Barros, Artur Duarte, com filmes que ainda hoje se recordam e são vistos com muito agrado na televisão; Música: piano: Viana da Motta, Varela Cid, Maria João Pires; violoncelo: Guilhermina Suggia; maestros e compositores: Freitas Branco, Frederico de Freitas, Tavares Belo, Ruy Coelho, Jolli Braga Santos; canções populares: Alberto Ribeiro; fado: Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Amália Rodrigues; Cultura popular: renasce o artesanato, em peças de barro e cerâmica, e de ferro forjado e de cobre; e surgem grupos folclóricos, por todo o País, e que de tudo foi grande impulsionador António Ferro.


Depois do 25 de Abril de l974.

Muitos foram os sectores da vida nacional que entraram em decadência.

Assim:

1) empobrecimento do País: o escudo passou a queda deslizante (quanto valia e quanto passou a valer, em relação à peseta por exemplo?); muitas toneladas de ouro foram vendidas ou hipotecadas (quantas?); grande baixa do stock de divisas/dólar (quanto era e quanto é?); brutal aumento da circulação fiduciária (era de 49 milhões de contos; e agora, de quanto é?); a inflação, que era muito baixa, subiu em flecha, tendo ultrapassado muito os 20 por cento/ano; e sobretudo: brutalíssimo aumento da dívida pública, interna e externa (de quanto são? e como vão ser pagas?);

2) grande aumento da corrupção: só no IARN e na Reforma Agrária, os desvios. ultrapassam, em muito, tudo quanto foi "desviado" nos quarenta e oito anos do regime anterior! - e que é feito do antigo Fundo Militar do Ultramar? Dantes, apontavam-se... os que se "governavam" agora, apontam-se os que são sérios;

3) e não é só desonestidade a nível das pessoas: onde está, minimamente, a seriedade de um regime que permitiu a retirada - ou mesmo destruição - de estátuas e outros símbolos da época em que foram feitos? - e que muda nomes de pontes, de estádios, etc., pondo-Ihes outros, ligados ao regime actual? Assim disse o Cardeal Patriarca de Lisboa, em homilia pascal: "Quem não se apercebe da duplicidade de comportamentos, da ambiguidade de atitudes, dos jogos de poder, numa palavra, da desonestidade reinante, por vezes em nome do progresso e da modernidade dos tempos?";

4) obras públicas: sofreram forte declínio; apenas com o Governo, de Cavaco Silva, se voltou ao ritmo do Estado Novo (só que, agora, grande parte é com fundos comunitários europeus);

5) e casas de habitação? Em 25 de Abril de 1974, em Lisboa e arredores, havia um défice de 15-20 000 habitações; com a "via socialista", o défice passou a 150-200 000! - e todos os anos se vai agravando! Como é que um casal de trabalhadores pode agora arrendar ou comprar uma casa - como durante o Estado Novo?

6) galopante aumento do custo de vida: já muitos trabalhadores, e muitíssimos reformados, vivem hoje pior que antes do 25 de Abril;

7) e até crise cultural; com flagrante objectividade, o insuspeito e antigo oposicionista Prof. Rodrigues Lapa disse, em entrevista ao vespertino A Tarde, de 25 Agosto 1983: "A crise cultural depende, em boa parte, da crise política que estamos atravessando. 0 País vive um dos períodos mais dramáticos da sua longa história, assinalado pela corrupção do carácter e promoção de falsos valores. Com estes ingredientes nocivos como pode florescer a cultura?"

Porém, o grande e irreversível pecado do actual regime foi a precipitada entrega das nossas Províncias Ultramarinas - e assim, subitamente, reduzindo Portugal a 4 por cento do seu anterior território, com afronta a cinco séculos de história! - Ler 0 Fim Histórico de Portugal, do historiador Doutor Amorim de Carvalho, já falecido. E causaram a miséria e fome a largos milhões que eram então Portugueses: brancos, mestiços e pretos.
Agora, reduzido a 4 por cento, quanto valerá Portugal no contexto europeu? Certamente mais que a Galiza, mas talvez menos que a Catalunha; aliás, em vários domínios (produtos agrícolas, inclusive), já estamos a ser invadidos pelos Espanhóis: oxalá que não venha a colonização cultural.

Em conclusão: do confronto acima evidenciado, resulta que o Estado Novo foi muito melhor que o regime anterior - e muitíssimo melhor que o actual.

E, pois, honroso ter servido o Estado Novo - e até porque Salazar era bem exigente com os seus colaboradores, como sabido é. Felizmente, só poucos dos que então serviram o Estado Novo procuram ocultar essa circunstância (ou por fragilidade de espírito, ou por vontade de conseguir vantagens no actual regime). Aliás, o povo aprecia é que os antigos servidores de Salazar, natural e honradamente, se afirmem como tais e prestem homenagem à sua obra, sem paralelo nos últimos anos de Portugal.

Parafraseando Manuel Batista Dias da Fonseca: «Por mim, quando me perguntam se depois do 25 de Abril não mudei pelo menos um pouco..., costumo responder que sim - e até mudei bastante: era 80 por cento salazarista; agora, realmente mudei, mas para 99 por cento.»

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